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29 MAR Encontro entre alunos do Sigma e mulheres em situação de rua foi emocionante

Encontro entre alunos do Sigma e mulheres em situação de rua foi emocionante

“Um encontro que emocionou e vai ficar para sempre na lembrança”. Foi esse o sentimento dos alunos do Colégio Sigma que estiveram no Centro Pop em Londrina para conhecer e conversar com mulheres em situação de rua e entregar kits de higiene para elas. O Centro Pop é uma unidade de proteção social especial, da Secretaria Municipal de Assistência Social. A iniciativa dos alunos faz parte de uma atividade social realizada através do Núcleo de Ação Comunitária Sigma (Nacs), que envolve toda a comunidade do colégio: alunos, professores e equipe pedagógica.

A ação desse mês encerrou as atividades do Mês da Mulher e envolveu cerca de 80 alunos, que foram divididos em sete grupos, cada um com tarefas específicas e com orientação e supervisão dos professores. “Sinto alegria porque essas mulheres se dispuseram a vir aqui e contar sobre a vida delas para nós. É uma troca de experiências que vou levar para a vida toda”, afirmou Laura Volpi, do 1º ano do Ensino Médio do Sigma. Para ela, o colégio proporcionar esse tipo de atividade é muito bonito e engrandecedor para os alunos e para a sociedade.

A aluna Stefania Ribeiro, do 1º ano, também compartilha da mesma opinião e revela que gostou muito de participar dessa atividade. “Foi importante proporcionar esses momentos para essas mulheres e poder ajudar outras pessoas. Gostei muito”, disse. Foram muitas histórias comoventes e inspiradoras que os alunos ouviram.

Como a da Amélia Regina da Luz Ozório, 35 anos, que veio para Londrina há alguns anos fazer tratamento para esquizofrenia e pagava a pensão onde vivia com o dinheiro que recebia do benefício social. Quando o benefício foi cortado quase foi morar na rua, mas recebeu o apoio do pessoal do Centro Pop que a levou para um abrigo. “Preciso continuar o tratamento, na minha cidade não tem, estou feliz de ter sido acolhida. Acho importante esse tipo de encontro com pessoas mais jovens, tanto pra gente quanto para eles. É uma forma de não nos sentirmos esquecidas e deles poderem compreender também o outro lado”, disse.

Gisele Oliveira, 34 anos, está no abrigo há três meses. Já morou por um ano no local, tentou “refazer” a vida fora dali, mas não deu certo e teve que voltar. “Me separei e não tinha para onde ir”, confessou. Ela também concorda que é muito bonito e importante fazer essa troca com os adolescentes. “É importante eles entenderem que precisam continuar estudando”, afirmou.

Maria Lucimar Pereira, coordenadora técnica do Centro Pop, afirma que ficou muito feliz com a iniciativa do colégio e dos alunos e reforça que esse contato entre as mulheres em situação de rua e os alunos é fundamental para a sociedade aprender a lidar com essa população. Ela pediu aos alunos que ao longo de suas trajetórias como alunos e depois como profissionais não percam o olhar para “o todo da sociedade” e ajudem a quebrar os preconceitos. “Essa população sofre muita violência, tem muitas preocupações, é privada de vários espaços públicos e têm um universo muito restrito”, lamentou.

A orientadora pedagógica do Sigma, Marta Matsubara, lembra que as ações sociais que são realizadas dentro do Nacs têm por objetivo conscientizar os alunos e promover o entendimento do “outro”, para motivar as pessoas a eliminarem os preconceitos. No evento com as mulheres no Centro Pop os alunos entregaram kits de higiene e levaram alimentos para tomarem um café da tarde com elas. Eles estavam acompanhados do professor Rigolon, de Geografia, que também conversou com as mulheres e ressaltou como a força delas, a resistência delas em situações difíceis, é motivo de muita inspiração.